sexta-feira, Agosto 13, 2010

AS ELEIÇÕES DE 1992 EM ANGOLA

Durante a campanha eleitoral de 1992 em Angola  e perante a fortíssima possibilidade de vitória de um dos avatares humanos dos cavaleiros do Apocalipse,  o MPLA jogou tudo, até argumentos de total desespero: um dos slogans usados era o de que o MPLA podia ser constituído por ladrões mas não era um partido de assassinos (Somos ladrões mas não assassinos). O povo, naturalmente, entre um ladrão confesso e um assassino compulsivo, fez a escolha óbvia. Quando se trata de dinheiros e de trambiquices do género, pode ser feio e incorrecto brincar-se e levantarem-se suspeitas, porventura ilegítimas. É feio, sê-lo-á umas vezes, outras nem por issso. Quando porém, o assunto mete assassínios, há que ter muito respeito e muita cautela. Com certas coisas não se brinca. Este é o traço que se risca no chão, uma das fronteiras que não se pode ultrapassar. É que do lado de lá, só há dragões. 

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